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O que você ouvirá aqui...

É o resultado de uma busca ativa por histórias familiares, de amores, da infância e de resistência. Histórias que aconteceram em casa, no bairro, na beira do rio ou em outro planeta, revividas por meio de memórias, de sonhos ou da imaginação.

Por que Narrar?

Narrar é Resistir: Memórias Ribeirinhas

Acreditando no poder das narrativas como resgate de memórias individuais e coletivas, afirmação do pertencimento, forma de conectar pessoas e criar presença em tempos de ausência, apresentamos o Projeto Narrar é Resistir, uma coletânea online de narrativas ribeirinhas. Te convidamos a navegar de Uaimií a Guaicuí e a desbravar os vários mundos que cabem no Bacia do Rio das Velhas através da escuta.

Ribeirinhos Urbanos: Venda Nova

Cláudia e Wagner

No episódio de hoje, vamos ouvir as histórias de Cláudia e Wagner, ambos educadores, moradores de Venda Nova, região de BH banhado pela sub-bacia do Vilarinho. que compõem a bacia do Onça. O córrego Vilarinho, por cima do qual passa uma avenida, se encontra quase todo canalizado e tamponado e é famosíssimo por ser cenário de inundações devastadoras. Cláudia está na linha de frente pela proteção da Matinha, uma importante área permeável à montante da Vilarinho, estratégica para a redução do impacto das chuvas. Enquanto isso Wagner acredita na transformação do território através da mudança do olhar sobre ele e das pequenas ações cotidianas.

Ribeirinhos Urbanos: passado, presente e futuro

Dona Glorinha e Priscila

Hoje ouviremos as histórias de Dona Glorinha e Priscila. As duas são moradoras da Microbacia do Córrego do Capão, que se encontra todo em leito aberto. Ambas fazem parte de um movimento comunitário chamado Núcleo do Capão, que atua no extremo norte de Belo Horizonte em prol da revitalização do rio, da integração ambiental e da saúde da população. Além da diferença geracional, cada uma tem uma relação e uma forma de ver e atuar no território a favor das águas e da qualidade de vida de sua comunidade.

Ribeirinhos Urbanos: Felicidade

Luciana e Seu José Américo

Continuando nossa viagem pelos rios urbanos de BH e Região Metropolitana, no episódio de hoje, paramos às margens do córrego Tamboril pra conversar com Luciana e Seu José Américo. Guimarães Rosa dizia que perto de muita água tudo é feliz. No bairro Jardim Felicidade, de onde vem esses nossos ribeirinhos e que, claro, fica perto de muita água tudo é um pouco mais. É também luta, é pertencimento, é cuidado, é comunidade.

Ribeirinhos Urbanos: Nossa Senhora da Piedade

Majô Zeferino

Nosso passeio de hoje nos leva até o bairro Guarani, às margens do córrego Nossa Senhora da Piedade, para ouvir a história da professora aposentada Majô Zeferino, mobilizadora de ações ambientais na Bacia do Onça. Com a mesma potência dos “vulcõezinhos de água” que descreve, Majô percorre suas próprias memórias e as da comunidade para falar, com muito orgulho, do trabalho de recuperação das águas e da criação de um parque, como parte do programa Drenurbs.

Ribeirinhos Urbanos: Baixo Onça

Roneide e Cléria

Não há quem conheça o Baixo Ribeirão Onça e não se encante. Além de compor uma linda paisagem, com praias e cachoeiras, suas águas são foco de luta e resistência da comunidade. Roneide é ribeirinha e mora na região há 35 anos. No episódio de hoje ela nos conta como sua relação com o lugar onde mora mudou, assim que começou a olhar de forma diferente para suas águas e lutar por sua recuperação. Ouviremos também a história de Cléria, que conta, como basta se encantar e acreditar em um futuro com o rio limpo, para se sentir pertencente. Ambas colaboram com o Conselho Comunitário Unidos pelo Ribeiro de Abreu (COMUPRA) e com a construção do Movimento Deixem o Onça Beber Água Limpa, lutando para viver com rio vivendo.

Ribeirinhos Urbanos: Fruta no pé

Paulinho Aleluia e Antônio

Nossa andança imaginária pelas bicas, poços e riachos da Bacia do Ribeirão Onça, hoje nos trouxe para uma prosa com Paulinho Aleluia e Antônio, que nos contam sua histórias de infância, de atravessar rio para ir à escola, pescar lambari e brincar no Ribeirão Isidora, isso além pular o muro do vizinho pra apanhar fruta no pé. Através do Projeto Pomar, que organiza mutirões de plantio de árvores frutíferas em diferentes sub bacias, ambos, já adultos, vêm plantando frutos para gerações futuras.